Passageira denuncia gordofobia por parte de motorista de ônibus em Salvador

Uma passageira do transpore público de Salvador foi submetida a um constrangimento no transporte público da capital no último sábado (5). Thauanna Brandão pegou o ônibus Fazenda Grande, de número 20054, na Estação Pirajá, para ir a um ensaio de dança com um grupo de amigas. Em razão do seu tipo físico, ela não conseguiu passar na catraca e pediu que o motorista abrisse a porta do meio, ao que ele respondeu com uma negativa. “Perguntei por que ele não ia abrir, ele disse que só abria na presença de um fiscal. Eu desci e fui chamar o fiscal, ele arrastou o ônibus. No fundo tinha lugar pra sentar, ele disse que não ia abrir, mas mais na frente ele abriu para os amigos dele”, lembrou. Thauanna contou que insistiu na tentativa, suas amigas até tentaram convencer o motorista a abrir a porta, argumentaram que o que ele estava faznedo era errado. A tentativa foi registrada em vídeo e publicada no Facebook. O motorista só voltou atrás quando um agente da Transalvador foi chamado pelas mulheres e sinalizou que elas tinham razão. “Quando o rapaz veio, ele disse que tava errado o que ele fez, que ele poderia ter aberto a porta. Depois de toda essa conversa, ele abriu a porta do ônibus pra eu entrar. Ficamos indignadas (…) Eu já tinha pago a passagem e não pude entrar porque ele disse que não ia abrir”, desabafou. Thauanna acredita ter sido vítima de gordofobia, preconceito que enfrenta cotidianamente com os olhares das pessoas que passam por ela na rua. “Eu me senti um nada, muito mal. Já vi amiga minha ficar entalada na catraca, via gente rindo. O motorista me fez ficar constrangida. As pessoas falaram pra ele abrir a porta, ele falou que não ia abrir. Fui em pé o tempo todo tendo banco pra sentar. Me senti um nada, muito pra baixo naquele momento, totalmente insatisfeita por ele ficar falando ‘Por mim, pode filmar'”, lembrou. Embora o caso tenha acontecido no sábado, foi nesta segunda-feira (7) que a jovem tentou registrar queixa nas 1ª, 4ª e 11ª delegacias, mas não conseguiu. “Eles ficam jogando um pro outro”, criticou.

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